Because Music is My Life: Progressive Rock

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cynic - Discografia


A banda Cynic foi formada em novembro de 1987 pelo guitarrista Paul Masvidal e pelo baterista Sean Reinert. Para completar a formação, Mark Van Erp (que depois integraria o Monstrosity) foi chamado para tocar baixo, juntamente com um amigo para comandar os vocais. Pouco depois, o guitarrista Jason Gobel integrou-se à banda, fazendo do Cynic um quinteto. Esta formação da banda estava com uma única idéia em sua mente: tocar um death metal brutal e violento, muito influenciado por bandas como Venom, Possessed, Kreator e Destruction.

Em 1988 Mark e o antigo vocal deixaram a banda, deixando espaço para que o baixista Tony Choy assumisse o posto de Van Erp e para que o mentor Paul pudesse fazer os vocais. Este transformou a Cynic num quarteto, que permaneceu intacto até 1991.

Sua primeira demo foi lançada em 1989, contendo músicas com elementos de speed/thrash metal, até mesmo punk. Logo depois a segunda demo foi lançada (em 1990). A banda conseguiu muito sucesso com esta demo, graças às turnês constantes pela Flórida. Nessa época, as influências da banda já começavam a sofrer mudanças. Suas habilidades estavam progredindo, forçando-os a ouvir um som mais técnico como jazz e fusion.

No início de 1991, a banda Cynic estava fazendo um death/speed metal progressivo, embora os músicos não a considerassem death. As músicas possuíam a técnica do speed metal progressivo e a brutalidade e “guturalidade” do death metal. No mesmo ano sua terceira demo foi lançada, financiada pela Roadrunner. Esta possuía três faixas, duas das quais integrariam o CD de estréia em versões drasticamente diferentes.

Em abril de 1991 Paul e Sean tocaram no álbum Human da banda de Chuck Schuldiner, Death, juntamente com Steve DiGiorgio da banda Sadus. O resultado foi um álbum clássico, que levou a banda Death a aparecer na MTV. Ao mesmo tempo, Tony Choy trabalhava nas gravações do álbum “Unquestionable Presence” da banda Atheist. Estas participações engrandeceram a Cynic, que foi descrita pela Roadrunner como “a mais famosa banda de underground que nunca gravou um álbum”.

Os membros da Cynic estavam planejando o lançamento de um álbum pela Roadrunner, juntamente com uma turnê com o Death. Por alguma razão, isto não aconteceu. Eles acabaram saindo em turnê com Chuck Schuldiner sem gravar o álbum.

As gravações do primeiro álbum estavam marcadas para outubro de 1992. Infelizmente, o furacão Andrew destruiu a casa de Jason, onde estava todo o material da banda. Este acontecimento também adiou a gravação do álbum “Individual Thought Patterns” da banda Death, já que a primeira opção para baterista de Chuck era Sean. Nessa época, a Cynic estava com Brian Neffe nos vocais. Também nessa época, a primeira música da banda foi lançada em CD. “Uriboric Forms” entrou em sua versão demo para uma compilação da gravadora Roadunner entitulada “Death’s Door II”. Uma curiosidade: no encarte desta compilação, haviam os dizeres “O álbum de estréia da banda Cynic sairá em maio de 1993”…

Maio de 1993 chegou e passou e nenhum álbum deu as caras. Tony Choy deixou a banda após tornar-se baixista oficial do Atheist, o que fez com que a banda tivesse que se virar para arranjar um substituto. Após inúmeras tentativas, eles escolheram Sean Malone para o posto. Finalmente o álbum de estréia foi lançado, sob o nome de “Focus”, em setembro de 1993. Com quase dois anos do lançamento de sua última demo, o som da banda estava muito mudado, diferente de tudo o que havia na época.

Após o lançamento de “Focus”, a banda Cynic saiu numa turnê européia juntamente com a banda Pestilence. Por causa dos trabalhos de escola, Sean não pôde acompanhar a banda. Então Chris Kringle tomou seu lugar. A turnê foi curta, já que a banda Pestilence se dissolveu. O Cynic entao retornou aos Estados Unidos e fez alguns shows na Flórida. Nessa época, eles adicionaram um quinto membro, o vocalista Tony Teengarden. Tony já havia realizado este trabalho no Cynic durante as gravações de “Focus”, já que Paul estava com medo de perder a voz. Tony realizou as partes de teclado também.

Pouco depois, saíram em turnê pelos Estado Unidos, juntamente com a banda Cannibal Corpse. Esta turnê durou 3 meses e grande parte do país pôde ver o seu trabalho ao vivo. Durante esta turnê, Teengarden abandonou a banda, deixando o posto para Dana Cosley.

Após a turnê americana, a banda começou a trabalhar num novo álbum. Mas durante as gravações Sean Malone abandonou a banda, alegando “diferenças de estilo”. A saída de Sean, aliada a outros desentendimentos dentro da banda levaram à sua dissolução.

Após mais de dez anos, os integrantes resolveram se juntar novamente e fazer turnês, até porque havia a certeza de que todos, desde os mais velhos até os mais novos, gostariam de conhecer ou rever ao vivo a lenda viva Cynic. Quinze anos depois foi lançado um novo album chamado “Traced in Air”, que aliado à grande fama que o retorno da banda gerou, foi um grande sucesso, apesar de estar muito diferente do grande preferido Focus. O novo album integra traços mais progressivos e melódicos, mas sem deixar os belissimos solos e riffs rápidos do Focus de lado.

Em 2010, o Cynic lançou um EP chamado Re-Traced, que nada mais é do que releituras de 3 músicas do Traced in Air, somadas a uma música nova. Esse EP mostra um Cynic mais experimental, e talvez mostre o rumo que a banda está seguindo para o próximo álbum, anunciado para 2011: um som mais calçado na melancolia e melodias do Traced in Air, em detrimento dos resquícios de death metal vistos no Focus.






terça-feira, 11 de maio de 2010

Jethro Tull - Songs from the Wood (1977) + Heavy Horses (1978)

Mais dois álbuns clássicos do menestrel do rock, Ian Anderson, e sua trupe. Dá pra dizer que são os últimos álbuns da fase clássica do Tull, desde que nos seguintes eles começam a viajar mais com experimentações eletrônicas, sintetizadores e essas coisas que quase destruiram a reputação do rock progressivo, durante a década de 80.

Aliás, esses 2 álbuns simbolizam (junto com o álbum posterior ao Heavy Horses, Stormwatch, de 1979) uma fase bem peculiar dentro dessa fase clássica do Tull: a fase folk. Acredito eu que o senhor Anderson estava bem empolgado com o folk inglês, pois é bem o que soa nesses álbuns. Uma mistura de melodias folk com violões e etc, somado com o trabalho de flauta sempre impecável do Ian, com aquilo tudo que o Tull apresentava até então e fazia dele famoso. Outro detalhe dessa trilogia folk, por assim dizer, é o tema, bem visionário para a época em questão, a década de 70/80: a preservação da natureza, a exploração sem limites da mesma pelo homem. Na verdade, uma visão pessimista, desde que em Songs from the Wood mostrava um certo otimismo em relação a isso, e no Stormwatch praticamente o inverso.

Na verdade, eu adoro esses dois álbuns quase tanto quanto eu adoro o Aqualung, o Stand Up ou o A Passion Play. São álbuns excelentes e muito tranquilos de ouvir. Tentando deixar de lado o fato de que eu sou fã da banda, posso afirmar que são 2 dos melhores álbuns da carreira do Tull.

Chega de falatório, vamos ao que interessa:

Songs from the Wood (1977)
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Tracklist:
1."Song From The Wood" - 4:52
2."Jack-In-The-Green" - 2:27
3."Cup Of Wonder" - 4:30
4."Hunting Girl" 5:11
5."Ring Out, Solstice Bells" - 3:43
6."Velvet Green" - 6:03
7."The Whistler" - 3:30
8."Pibroch (Cap In Hand)" - 8:27
9."Fire At Midnight" - 2:26



Heavy Horses (1978)
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Tracklist:
1."...And The Mouse Police Never Sleeps" - 3:11
2."Acres Wild" - 3:22
3."No Lullaby" - 7:54
4."Moths" - 3:24
5."Journeyman" - 3:55
6."Rover" - 4:59
7."One Brown Mouse" - 3:21
8."Heavy Horses" - 8:57
9."Weathercock" - 4:02

domingo, 31 de janeiro de 2010

Riverside - Out of Myself (2003)


O Riverside é uma banda polonesa, da cidade de Varsóvia, que toca um prog rock modernão bem bacana. É uma banda que atualmente pode ser até comparável com o Opeth, em termos de técnica. E uma pitada de Pink Floyd mais seminal.

Gostei bastante dessa banda.
Recomendo as tracks The Same River, Out of Myself, Reality Dream I e II.

Tracklist:

1. "The Same River" - 12:01
2. "Out of Myself" - 3:42
3. "I Believe" – 4:14
4. "Reality Dream" - 6:15
5. "Loose Heart" - 4:50
6. "Reality Dream II" - 4:45
7. "In Two Minds" - 4:38
8. "The Curtain Falls" - 7:59
9. "OK" – 4:46

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Pink Floyd - Dark Side of the Moon (1973)


Eu poderia escrever sobre esse álbum por mais de 5 horas, mas eu não vou me extender tanto, hah.

Desculpem-me, mas vou ser bem categórico agora: esse é o melhor álbum de rock de todos os tempos. É uma obra-prima, é genial, é tocante, é espetacular... poderia continuar com adjetivos-mil aqui, para demonstrar o quanto eu amo esse álbum. É o único álbum que eu posso afirmar que gosto de todas as músicas como sendo minhas favoritas.

Quem diz que o The Wall é o álbum-chave do Pink Floyd é pq nunca ouviu o Dark Side. :)

Recomendo todas as tracks.

Tracklist:

1. "Speak to Me/Breathe"
2. "On the Run"
3. "Time/Breathe (Reprise)"
4. "The Great Gig in the Sky"
5. "Money"
6. "Us and Them"
7. "Any Colour You Like"
8. "Brain Damage"
9. "Eclipse"

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Genesis - Invisible Touch (1986)


Depois que o Phil Collins largou as baquetas do Genesis e assumiu os vocais, a banda deixou de ser um dos expoentes do rock progressivo para mergulhar em um som mais 'acessível', mais comercial. Confesso que não gosto dessa fase do Genesis, sem o Peter Gabriel, mas esse álbum é realmente excelente, dentro das possibilidades.

Ainda é um pop comercial, mas isso não desqualifica o álbum, que tem músicas excelentes, como Invisible Touch e Land of Confusion.

Se é fã da banda independente da época, ou se quer apenas um som para relaxar, sem virtuosismis e com letras interessantes, aqui tá uma boa pedida.

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Jethro Tull - Thick as a Brick (1972)


Um álbum perfeito, em todos os sentidos.

Se lembram do A Passion Play? Não foi a primeira vez que o Jethro Tull tinha feito um album conceitual de 1 música só, mas foi no Thick as a Brick, que é considerado um dos melhores álbuns de rock progressivo da história. É tudo tão maravilhoso que não tem como dizer que esse álbum não é perfeito.

Eu vou usar os primeiros 2 minutos como tema da minha formatura. Só para constar.

A história desse álbum conceitual é sobre um garoto precoce que faz um poema para um concurso literário infanto-juvenil, mas vê seu poema ser desclassificado por ser considerado muito avançado para a idade indicada (7 a 14 anos). A música é basicamente a narração desse poema, que trata sobre os desafios de crescer, envolto aos paradigmas da sociedade.

Bom, não vou dizer mais nada, não recomendarei nada, apenas ouçam ele inteiro, com calma, nos mínimos detalhes, com toda a atenção que uma música de rock progressivo precisa para ser interpretada.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Jethro Tull - A Passion Play (1973)


Jethro Tull é uma das maiores bandas de rock progressivo do mundo (e uma das melhores também). Liderada pelo carismático Ian Anderson e sua flauta demoniacamente fantástica, os caras tão em atividade desde o fim da década de 60, e continuam fazendo shows até hoje.

Gostaria de postar a discografia completa dos caras, mas isso fica para outra ocasião. Vou deixar aqui um dos mlhores álbuns da banda, A Passion Play.

É um álbum conceitual (um álbum que tem uma história interligando todas as músicas), composta de apenas 1 música, dividida em vários momentos. No caso do lançamento na época, em LP, ela foi dividida em 2, cada parte no lado do LP.

Mas como eu sei que é estranho demais ouvir um album de uma música só (pelo menos para a maioria é), eu tou postando a música com faixas separadas, de cada momento. :D

Resumidamente, a história do álbum gira em torno de um cara que morre. Então, como morto, ele viaja pelo céu e inferno, a fim de descobrir o melhor local para ficar no seu pós morte. Então, o álbum fecha de uma maneira bem controversa. Mas se quiserem, interpretem por si, não vou alongar o post que nem fiz com o do 2112.

Bom, divirtam-se. Esse álbum é belíssimo, e como é praticamente 1 música o album todo, eu vou destacar a parte Prelude, The Story of the Hare Who Lost His Spectacles, The Foot of Our Stairs e Magus Perdé.

Até mais, mes amis.
E feliz natal e um ótimo ano novo.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Rush - Rush (1974)


Primeiro álbum do Rush. Soa bem mais como um hard rock bem estilão Led Zeppelin. Muito bom. :D
É o álbum que tem a Working Man, uma das melhores músicas da banda.

Rush - Moving Pictures (1981)


Álbum mais famoso e bem sucedido do Rush. E o último da fase progressiva, por assim dizer. Além de ter 2 das melhores músicas do Rush: Tom Sawyer e YYZ.

domingo, 29 de novembro de 2009

Yes - Close To The Edge (1972)


Já tinha postado o primeiro álbum do Yes, um tempo atrás. Agora vou postar esse que é o melhor álbum deles, para mim.

Na verdade, o álbum tem 3 músicas só, mas super longas. Entre elas tá a canção-título, Close To The Edge, que é um épico e eu acho uma das músicas mais expressivas que eu ja ouvi de rock progressivo (e altamente psicodélica). Fantástico. :D

De repente eu poste mais algumas coisas de rock progressivo, se tiverem pedidos de algum álbum específico (de qualquer estilo), escrevam no shoutbox.

:)

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sábado, 28 de novembro de 2009

Rush - 2112 (1976)


Vou postar mais um álbum do Rush (minha banda preferida no momento). Só que vou postar logo o melhor álbum deles de cara. Ao menos para mim, esse é o 'masterpiece' dos caras, e merece um post bem detalhado.

Como eu disse, o Rush é dividido em algumas fases: começando com um hard rock bem tocado, passando para um progressivo fantástico, migrando para um neo-prog new wave comercialzão, e depois voltando ao progressivo com misturas de hard rock. Esse álbum, 2112, é da fase progressiva da banda, a fase que ela ficou conhecida. E foi com esse álbum que ela atingiu o patamar de super grupo, tamanho o sucesso do disco.

2112 é o quarto álbum da banda, e por pouco, muito pouco, ele não é engavetado. Já explico: a gravadora queria impedir o grupo de lançar, alegando que um album com faixas tão longas não seria sucesso (o disco anterior não foi bem vendido). Afinal, a faixa-título é um épico de 21 minutos. Só que o contrato da banda dizia claramente que eles teriam liberdade de expressão e a gravadora não poderia intervir, e foi o que aconteceu. Eles lançaram tal qual queriam, e o álbum foi um sucesso. Todo mundo saiu feliz: nós, com essa obra de arte, e a gravadora, com muito dimdim.

O grande feito do Rush nesse álbum é a faixa-titulo, 2112, com seus 22 minutos e sua história épica, que eu vou contar aqui, com detalhes. Ela é dividida em 7 partes (mas no meu up é tudo numa faixa só). Muitos dizem que é um álbum com temática satãnica (a julgar pelo 'pentagrama' na capa, que na verdade é a estrela vermelha, símbolo da Federação). Enfim, um álbum cheio de misticismo.

Se quer interpretar por sí so a música, passe abaixo para o dowload. ;D

__________________________

Ok, avisados. Vamos à faixa.
Ela inicia com uns sons bem viajantes, desses de ficção científica. Então, com menos de 1 minuto, a música começa com um ritmo bem massa, e segue-se por alguns minutos. A história da música se passa em 2112, no seguinte contexto: os seres humanos estavam em guerra, até 2062, quando a Federação unificou todo o sistema solar. A partir de então, a Federação começou a governar tudo com autoridade, e todos viviam em uma relativa paz.

Na segunda parte da música, são apresentados os Priests, as pessoas da Federação encarregadas em governar o povo. Na letra, diz que os Priests ditam o que é ouvido, visto, falado, escutado, tudo com mão de ferro. Eles concentram o poder e as riquezas e assim o povo sobrevive abaixo desses Priests, em paz, sem ambições de subir, são todos iguais. Os Priests governam de seus templos. Perceberam alguma semelhança com o socialismo? Outra coisa: o vocal do Geddy Lee é agressivo, prestem atenção. Essa parte da música termina com um violao tocado, e então uns 10 segundos de silêncio, então ouve-se um som de cachoeira, e inicia a terceira parte do épico.

Na terceira parte, mostra como uma pessoa normal (não cita nomes, apenas sabemos que ela é ela), que achava sua vida perfeita, acha um objeto estranho para ela, dentro de uma caverna. Ela pega esse objeto, e percebe que ele emite sons, com suas cordas, sons esses diferentes dos sons que vêm dos templos. É um som triste, melancólico. Esse cara achou um... violão! E, tocando alguns acordes e seguidamente uma música, ele vê o quanto é bom poder criar suas próprias composições, sem ser imposto. Na música, o guitarrista Alex Lifeson toca apenas com o violão, sem baixo, sem bateria, e o Geddy Lee canta de uma maneira bem marota, calma. Na música, da para ouvir alguns acordes tocando timidamente no começo, e então começam a fazer sintonia. Isso é a maneira de demonstrar o nosso herói aprendendo a lidar com o violão, e se maravilhando com aquele som diferente.

Na parte seguinte da música, nosso herói, com o violão em punhos, se dirige a um templo para mostrar aos Priests o seu achado. Ele toca para eles, achando que ficariam felizes, que seria lembrado como uma pessoa revolucionária, mas acontece o oposto. Os Priests odiaram. De acordo com os Priests, não é nada novo, e esse 'brinquedo' levou o homem (chamados de Elders pelos Priests) para a sua destruição no passado, e agora é inútil e pode quebrar a ordem natural de tudo, que até então estava equilibrado. Note aqui o duelo entre o nosso herói e os Priests, prestando atenção no vocal do Lee: calmo, interpretando o nosso amigo; nervoso, interpretando a resposta dos Priests. A música também fica agitada na resposta dos Priests. Ao final dessa parte, segue um solo lindo de guitarra, que eu interpreto como o momento em que o violão do nosso amigo é destruido pelos Priests em raiva, e ele sai do templo desiludido com tudo.

A próxima parte é um sonho que ele tem. Ele sonha com seres diferentes, com um oráculo, na verdade, com os Elders. Nesse sonho, ele é transportado para um mundo onde os Elders vivem. Ao contrário do que os Priests o disseram, os Elders não morreram, apenas foram para outro planeta viver sua vida, crescer, para então, voltar ao seu planeta e acabar com a Federação. O planeta dos Elders é muito bonito aos olhos do nosso amigo, que fica maravilhado com tudo.

Ao acordar, ele, já ciente do mundo rígido que vive, decide que quer voltar ao mundo que viu nos sonhos. Desiludido com tudo, volta para a caverna onde achou o violão, e decide morrer para então ir ao mundo dos Elders, que achou maravilhoso. Aqui destaco a interpretação sensacional do Geddy Lee: o vocal ficou fantástico, melancólico, tudo que precisava ser nessa parte. O nosso herói então se mata. E logo após, os Elders resolvem que querem acabar com a Federação de vez.

E inicia a última parte da música, um instrumental representando a batalha galática entre os Elders e a Federação. Essa parte é demais. No final dela, podemos ouvir uma voz dizendo 'atenção todos os planetas da Federação Solar, nós assumimos o controle'. Agora, nós quem? A Feredação? Os Elders? Afinal, quem venceu a guerra? Vai saber! Aqui fica a livre interpretação de cada um.

Uma música que fala sobre liberdade de expressão.
Se quiserem, podem relacionar com a história do disco quase não sendo lançado, lol
_____________________

Essa é a minha interpretação da música, baseada na letra dela. A história dela é uma das coisas que me prenderam, é muito bem feita. E a parte instrumental é um show a parte: o Rush tem alguns dos melhores músicos da história, fato.

Bom, desculpa pelo post enorme, mas esse álbum merece.
Fiquem com o download e divirtam-se.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rush - Signals (1982)


Rush é uma banda criada em meados dos anos 60, no Canadá. Desde então, vêm fazendo um som maroto que variou muito durante os anos (talvez para acompanhar as tendências? talvez?). Começou como uma banda de rock bem clássico aos moldes do Cream e Led Zeppelin, para então se aventurar pelo rock progressivo (melhor fase da banda, indiscutivelmente, e onde ela ganhou todo o respeito que desfruta até hoje), e então nos anos 80, como praticamente todas as bandas de rock progressivo, começou a acompanhar o ritmo do que se tocava nas rádios, e começou a deixar o som mais 'acessível'.

É dessa fase que vem esse álbum, Signals. Foi o primeiro da fase "teclado" do Rush. E é um bom álbum, apesar de ser bem pouco progressivo e bem new wave (mas eu vou rotular como progressivo, no entanto).

O som é meio que uma mistura de Genesis da era Phill Collins, somado com a-ha, somado com letras rasoavelmente profundas. Os teclados tomam a frente da banda e ditam o som. Recomendo a música Analogic Boy.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Magma - Kobaïa (1970)



Eu fiquei pensando algum tempo sobre o que eu posso escrever sobre esse álbum. Cara, é complexo demais, quando eu ouvi eu fiquei sem palavras pra descrever a psicodelia e a orgia musical que é esse disco. Oh well, deixe-me contar um pouco sobre a banda antes de adentrar no álbum-itself.

O Magma é uma banda formada ali pelo final da década de 60, com a proposta de tocar rock progressivo (que era o principal viés da época, algumas das maiores bandas de prog surgiram nesse período). Ok, até agora nada de mais. A história das letras desse álbum da banda gira em torno da história de um povo em um planeta chamado Terra (lol) que estava em destruição e decadência, então o povo desse planeta resolveu migrar para outro planeta distante chamado Kobaïa, afim de fazer uma nova civilização. Só que nesse planeta ja existe um povo nativo chamado 'Kobaïans', que entra em conflito com os humanos. Um álbum conceitual, também nada de diferente.

Só que não basta tocar rock progressivo, eles tiveram que criar um idioma próprio para cantar nos discos. 'What the hell?' É isso ae, o lider da banda e baterista Crhistian Vander criou um idioma próprio chamado 'kobaïan'. Nos discos seguintes essa história se desenrola e etc, tudo cantadinho em kobaïan também.

Ok, falado a temática, vamos ao estilo único da banda. É uma mistura de blues com jazz com rock com eruditismo com somewhat que eu não sei definir, mas a banda sabe: eles chamam o seu som de Zeuhl, uma sub-variação do próprio rock progressivo. É um som absurdamente complexo de se ouvir, as vezes calmo, as vezes melancólico, as vezes intenso, as vezes feliz... ao meu ver, isso vai com as letras, que eu realmente não entendo pq eu n entendo bulhufas do tal de Kobaïan. :P

Esse não é um álbum fácil de se ouvir, e não é fácil gostar dele na primeira ouvida também. Mas para mim vale muito a pena, eu adoro esse álbum. :D

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Asia - Asia (1982)

Debut dessa clássica banda de rock progressivo (ou seria pop progressivo? XD). É desse álbum que saiu o maior hit deles, Heat of the Moment, lol

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Bacamarte - Depois do Fim (1983)


Bacamarte foi uma banda de prog rock formada em 1974, mas que só foi lançar seu primeiro (e último) álbum em 1983, esse que estou cá postando. É uma pérola do rock progressivo, acho que é o álbum de prog brasileiro que eu mais tenho afeição. :D

terça-feira, 25 de agosto de 2009

David Gilmour - Plays Floyd Unplugged (2001)

O nome do álbum diz tudo. Só vou dizer uma coisa, então: baixem.

(obs: não me culpem pela qualidade, a gravação do album por si só não é das melhores, mas vale a pena baixar igual, ham)


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

David Gilmour - David Gilmour (1978)


Primeiro álbum solo do David Gilmour, lendário guitarrista e vocalista do Pink Floyd. Nesse álbum, Gilmour apenas confirma o fantástico músico que é, cantando, tocando guitarra e piano, tudo de uma forma mágica. Enfim, um álbum de progressivo bem maroto, para colocar no player e relaxar ouvindo. Recomendadíssimo.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Kansas - Discografia

O Kansas é uma banda de rock progressivo (bem, pelo menos ficou mais conhecida durante a fase progressiva, então essencialmente assim eu a nomeio) formada na década de 70, no Kansas lol, na cidade de Topeka.

Cara, eu me apaixonei por essa banda, é uma das melhores que eu ja ouvi no rock progressivo (ficaria num top3, atrás de Pink Floyd e ELP). Mas dentro do progressivo é uma banda bem pouco conhecida, e fora do progressivo é conhecida mais por 2 grandes hits: Dust in the Wind (que foi até regravada pelo Scorpions, uma baladinha muito relax) e Carry On Wayward Son (que atualmente é a música que toca na abertura da série Supernatural). Mas, como eu li num blog uma vez, o Kansas não é só 'poeira no vento'. :P

Dos albuns, eu recomendo 5: Kansas, Song for America, Leftoverture, Point of Know Return e Monolith.

Discografia

1974 - Kansas
1975 - Masque
1975 - Song for America
1976 - Leftoverture
1977 - Point of Know Return
1978 - Two for the Show [ao vivo]
1979 - Monolith
1980 - Audio Visions
1982 - Vinyl Confessions
1983 - Drastic Measures
1986 - Power
1988 - In the Spirit of Things
1995 - Freaks of Nature
2000 - Somewhere to Elsewhere

domingo, 5 de julho de 2009

Museo Rosenbach - Zarathustra (1972)

Museo Rosenbach é uma banda de prog italiano da década de 70, que só lançou esse album mesmo, uma pena.

A banda faz um prog bem mais pesado do que o do Pink Floyd ou do ELP, por exemplo. O vocal é muito foda, o cara canta pra caralho, e as inclusões de teclado são perfeitas. :D
Ah sim, o album tem 4 faixas, sendo uma de 20 minutos (a faixa-título Zarathusta) e mais 3 meio longas. :D

Download (mediafire)

Emerson, Lake & Palmer - Trilogy (1972)

Terceiro album do ELP. Album fantástico, incrivel. Não é melhor que o anterior, Tarkus, mas é excelente. Esse CD sempre me deixa relaxado, melodias tão bem feitas, é um cd bem característico de prog rock, com músicas bem trabalhadas, flerte de teclado, enfim, super recomendado, principalmente naqueles dias de stress, comigo funciona bem ;D